08 maio 2008

Comentário na revista Época

Olá amigos,

Os comentários no site da ÉPOCA da matéria Autistas em Cativeiro superaram em número (17 páginas) os da matéria de capa sobre COLESTEROL (8 páginas).Em todo o mundo os pais de autistas com alto grau de comprometimento gritam : A desculpa da necessidade de manter vínculos familiares para os autistas não terem acesso a tratamento em tempo integral, perpetuando pessoas confinadas em suas residências, é surreal e cruel.


Só ajudam os governos a não gastar conosco o dinheiro devido. Primeiro porque não se rompem vínculos assim tão facilmente.Depois mães não vão poder trabalhar,e vão todos ficar juntinhos passando fome e tomando remédios juntos para minimizar os sintomas da depressão e da hiperatividade. Os custos de tratamento de autismo para estes casos são altíssimos,absurdos (5 mil reais em média). Irmãos precisam trabalhar e estudar.Empregados quando os temos não substituem mão-de-obra especializada e nem ficam em lares que consideram problemáticos.



Famílias pobres sequer dinheiro têm pra comer e meios pra se deslocar com filhos hiperativos por mais medicados que estejam, defecando e urinando atoa,autoagredindo-se e agredindo a terceiros.Levar filhos em grau severo de autismo em ônibus para escolas comuns é uma dupla piada muito mórbida - do ônibus e da escola.A matéria da revista ÉPOCA é fantástica no sentido de desmistificar a tentativa de padronização dos casos de autismo.O grande cientista Dr.Marcos Mercadante,a quem devoto grande admiração pela humildade e amplo conhecimento de causa diz:cada caso de autismo é um caso e as suas consequências desestruturantes ocorrem em intensidades diferentes.


Só quem as vivenciam sabem.O tratamento em tempo parcial ou integral para graus diversos de autismo severo é indispensável. Se o Governo não tem competência, e eu acho que não tem,que entregue à sociedade civil esta tarefa das famílias administrarem as residências terapêuticas,com os convênios necessários à sua sobrevivência. Faça parcerias com a iniciativa privada.Nada mais justo. Os vínculos de amor jamais serão rompidos. O importante é a recuperação do indivíduo sob proteção 24 horas, substituindo as amarras, o trancafiamento,as correntes,as jaulas, e a estabilidade emocional e econômica de suas famílias.


Angélica MenezesMãe de Ygor (22)
ASSOCIAÇÃO BAIANA DE AUTISMO
http://associacaobaianadeautismo.blogspot.com


Na Bahia são cinco casos de cativeiro que conhecemos e milhares de pessoas autistas confinadas.Os pais das pessoas em cativeiro ficaram com medo, pediram pra retirar e a repórter Tania Noguiera só pôde publicar aqueles casos que estão na matéria.

05 maio 2008

Autistas em cativeiro

ISOLADO Alexsandre Borges da Silva, autista mantido em um quarto com grades.
Casos assim são comuns no país.


Sem saber como lidar com filhos sofrendo de autismo severo, famílias optam por uma solução medieval: prendê-los a correntes.

TÂNIA NOGUEIRA
A janela do quarto de Alexsandre Borges da Silva, de 18 anos, dá para dentro da casa simples de Sapeaçu, no interior da Bahia. É um vão aberto para o corredor que leva da sala à cozinha. “Quando o dinheiro der, vamos colocar uma grade”, diz o padrasto Cosme Nogueira da Silva, enquanto com as mãos desenha barras de ferro no vazio.


Por todo o Brasil, no século XXI, autistas como Alexsandre ainda recebem tratamento semelhante ao que os deficientes mentais recebiam na Idade Média. Naquela época, era comum eles viverem como animais. Presos em jaulas, não recebiam educação, eram alimentados por entre as grades, faziam as necessidades no chão.


Hoje, quase todo médico, professor ou terapeuta da área de distúrbios do desenvolvimento, categoria na qual o autismo se enquadra, sabe de um portador da síndrome que passa longos períodos amarrado à cama, preso em um quarto minúsculo, fechado atrás de um portão de ferro. Por que, então, eles não denunciam esses casos à polícia? A resposta é sempre a mesma: as famílias também são vítimas. Os pais só trancam os filhos em “jaulas” quando eles representam um perigo para os outros ou para si mesmos e não há onde colocá-los.


As autoridades não ignoram o problema. “O governador (Jaques Wagner) conhece o caso dos meninos presos”, diz Junior Magalhães, deputado estadual (DEM) e relator do projeto que deu origem à lei baiana do autismo, a primeira lei estadual no Brasil a tratar da questão de forma ampla. A lei afirma que é obrigação do Estado manter unidades para o atendimento integrado de saúde e educação. Diz que o Estado da Bahia tem de arcar com tratamentos especializados como fonoaudiologia, psicoterapia comportamental, fisioterapia – e, em casos graves, a internação em unidades especializadas. Mas ainda não está sendo amplamente aplicada.


Uma nova lei na Bahia prevê assistência do Estado aos autistas. Ela ainda não está sendo aplicada, dizem os pais.


Provocado por uma alteração no desenvolvimento do cérebro durante a primeira infância, o autismo se caracteriza principalmente por inabilidade social, dificuldade com a linguagem e hábitos repetitivos. Tem vários graus de gravidade e está relacionado a uma grande variedade de outros sintomas e alterações de comportamento. Sem a educação e o tratamento adequados, alguns autistas passam a agredir a si mesmos e, em alguns casos, a agredir outras pessoas. O autismo não tem “cura”. Mas o tratamento melhora a qualidade de vida, o grau de independência e a sociabilidade.


O problema é que a maioria dos autistas, assim como Alexsandre, recebe tratamento aquém de suas necessidades. No dia em que a reportagem de ÉPOCA visitou Sapeaçu, Alexsandre chegou à sala trazido pelo padrasto. Encurvado, se arrastava. Tinha a cabeça levemente jogada para trás e os olhos perdidos no teto. Os dentes batiam de frio. Os olhos se mexiam – de um lado para outro, sem parar. “Ele está impregnado”, disse Rita Brasil, presidente da Associação dos Amigos do Autista da Bahia, que acompanhava a visita. Na linguagem própria de pais de autistas, impregnado quer dizer dopado.



RECUPERAR É POSSÍVEL Autista severa, Adriana Delgado trabalha em uma lavanderia

O autismo de Alexsandre foi diagnosticado aos 4 anos. Seu tratamento começou tarde. Hoje, Alexsandre faz fisioterapia e freqüenta a escola especial da Fundação Pestalozzi de Sapeaçu, por meio período, duas vezes por semana. Se está agitado demais, fica trancado em seu quarto.
Em alguns casos, vizinhos que ficam sabendo de um autista preso chamam a polícia. A criança é tirada dos pais e depois devolvida, diz Angélica Menezes, jornalista, diretora da Associação Baiana de Autismo e mãe de Ygor Felipe, um autista hoje com 22 anos.

“Nenhuma instituição pública está preparada para receber um autista de grau severo”, afirma. Angélica chegou a vedar a porta do quarto de Ygor. “Tinha épocas em que eu ficava dias sem entrar, senão ele me surrava. Havia até fezes na parede do quarto.” Entre outros episódios, Ygor tentou se atirar do 7o andar de um prédio em Salvador, quebrou o nariz e um dente da mãe e empurrou escada abaixo a irmã, grávida. Angélica entrou com uma ação judicial pedindo que o governo da Bahia cubra os R$ 2.800 de custos da internação de Ygor em uma clínica particular. Também está reunindo a documentação de cerca de 50 famílias para mover uma ação civil pública para exigir que o governo da Bahia cumpra a lei promulgada em março de 2007 e ofereça (ou pague) tratamento para os autistas. “Faz um ano que a lei foi aprovada, e, até agora, eles não nos deram nada”, afirma Angélica.

Continua:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83487-6014-520-2,00-AUTISTAS+EM+CATIVEIRO.html

01 maio 2008

Pais de Crianças Especiais


O livro, editado por Donald J. Meyer e lançado no Brasil pela editora M. Books, reúne depoimentos de pais, homens que foram convidados a falar sobre a experiência de ter filhos especiais e como isso mudou suas vidas. Este título é o primeiro escrito por pais para pais, mães, amigos e profissionais da área. “Jessica me ensinou o que é o amor verdadeiro. Poetas e padres, jovens amantes e idealistas profanam o conhecimento deste conceito, há anos.

No silêncio de Jéssica, aprendi a verdadeira essência do amor: dar tudo e não esperar nada em troca.” Pais de Crianças Especiais é uma corajosa coleção de textos de pais que foram convidados a falar sobre a experiência de ter um filho especial e quanto isso mudou a vida deles. Dezenove pais olharam com introspecção e honestidade para este assunto profundamente emotivo, e ofereceram uma perspectiva raramente ouvida sobre a criação de filhos com necessidades especiais.

Pais de Crianças Especiais, o primeiro livro escrito para pais por pais, também será de grande ajuda para as mães, a família, os amigos, prestadores de serviços, que vão apreciar este raro debate, e talvez aprendam com o que esses pais têm a dizer. “Esta poderosa coleção de textos revela a visão e o comportamento de pais de crianças especiais de uma maneira totalmente nova. As histórias são comoventes e ricas em sabedoria, contadas graciosamente. Pais de Crianças Especiais é uma adição bem vinda à literatura, mas o mais importante é que se trata de um livro honesto e corajoso”.

Gilberto Gaui, duas vezes vencedor do Prêmio Pulitzer “Pais de Crianças Especiais é uma analogia multiforme da emoção humana", uma obra-prima poética, escrita pelo lado mais fraco do casal: os pais.

Ao ler este livro, senti-me em uma montanha-russa, passando por uma série de descobertas e de obras de arte que eu, de fato, não seria capaz de pôr em palavras...Não há nada – absolutamente nada – que se compare a Pais de Crianças Especiais”.

H. Rutherford Turnbull, III Co-Diretor do Beach Center on Families and Diisability

II Ano Bate-Papo dos Amigos de AUTISTAS

Nossa intenção é DIVULGAR.

Compartilhar informações com pais, parentes, amigos, educadores e profissionais.
Ajudando a sociedade a CONHECER e ENTENDER
o portador do transtorno
Convidamos VOCÊ para no nosso Bate-Papo.
Todos podem somar.

Algum dos temas abordados:

# O QUE É AUTISMO? O QUE É TID ?
# SA - Síndrome de Asperger
# INCLUSÃO SOCIAL E ESCOLAR
# SAÚDE - ALIMENTAÇÃO
# EDUCAÇÃO
# TEACH – ABA – PECS

Apresenta algumas características:

Usa as pessoas como ferramenta?
Dificuldade para estabelecer relacionamento
com colegas?
Indiferente e Arredio?
Preferência por atividades solitárias?
Age como se fosse surdo?


Responsáveis:Wanya Leite - Mãe 8600-5253
wanyaleite@yahoo.com.br
Renata Araújo - Pedagoga 8781-9573
renataaraujoro@gmail.com


Dias e respectivos horários:

MAIO 3 Todo Primeiro
JUNHO 7 sábado de
JULHO 5 Cada Mês
AGOSTO 2 De: 9:00 hs
SETEMBBRO 6 Às 11:00 hs


Local: Colégio Recanto do Fazer
COOEDUCAR: Rua Afrânio Peixoto nº99
Centro - Nova Iguaçu

Nossa história:

Conhecemo-nos através dos vários grupos de discussão na Internet, do quais fazemos parte, onde há uma fonte inesgotável de materiais didáticos, manuais, inclusive do CORDE e do MEC, entrevista com profissionais, vídeos, etc.
Criamos o BATE-PAPO, para que todo esse material
chegue até você.
Não temos a intenção de conceituar nossos encontros
como curso ou algo do gênero.
Pedimos a colaboração de R$5,00 para ajudar nas despesas com os materiais que são distribuídos e para viabilizar um
Projeto de Biblioteca Comunitária, entre outros.

Escolas: enviem seus profissionais!!!

EM BREVE TEREMOS VÁRIAS PALESTRAS
REALIZADAS POR PROFISSIONAIS
AGUARDEM!!!

WORKSHOP SOBRE INCLUSÃO

Trabalhar o construto inclusão hoje é participar da história. Estamos definitivamente mudando de rumo, escolhendo como educadores uma Pedagogia centrada no indivíduo, que compreende as diferenças e se orgulha de poder conviver com elas.

A inclusão, em sua essência, é a promoção do homem, é abertura para que a possamos construir uma escola para todos. Muito ainda temos a fazer, mas sem dúvida, já definimos o caminho e vamos continuar a caminhar.

Programa:
-Panorama histórico da educação especial
-Princípios fundamentais da inclusão escolar no século XXI
-Aspectos legais da inclusão
-...e a escola especial, onde fica?
-Estratégias psicopedagógicas e modelos de intervenção para o professor

Focalizadora: Profa. Maria Elisa Granchi Fonseca
CH: 8 horas
Data: 07 de junho de 2008
Horário: das 8h30 as 18h00
Local: Hotel OTHON - São José dos Campos/SP
Endereço:Rua Lupércio Antonio dos Santos 31

- Investimento
50,00 inscrição individual
40,00 grupo de 5 a 9 participantes
35,00 grupo com 10 participantes ou mais

Realização: NAPE - Núcleo de Arte e Educação

Informações no site www.napesjcampos.com.br


Maria Elisa Fonseca

Autismo no canal GNT


Foi dia 29/04 que a GNT apresentou um programa muito bom sobre autismo.No site da Globo vídeos pode-se ver as entrevistas.Parabéns a GNT por esta iniciativa que venha mais programas como este pois a mídia tem o poder de alcançar e informar.


O programa contou com Monica Accioly (fonoaudióloga), o advogado Nicolau Olivieri pai de um menino autista, a pediatra Georgia Regina tb mãe de uma menina autista e Dalva Tabachi mãe do Ricardo 27 autista.



Parabéns mais uma vez a apresentadora Lorena Calabria e seu assistente Fred Lessa.



28 abril 2008

Um livro escrito por alguém especial

André Vilaça sofre do Síndrome de Asperger, mas isso não o impede de fazer aquilo de que mais gosta: escrever.

Marlene Cerqueira


O primeiro livro escrito em português por uma pessoa com perturbações do espectro autista foi apresentado na sexta-feira à noite, no Centro Cívico de Palmeira.A obra, intitulada ‘Contos Soltos’ é da autoria de André Vilaça, utente da APPDA-Norte — Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, instituição que tem um núcleo a funcionar em Braga, na antiga escola do Assento, em Palmeira.


Herculano Castro, o técnico que acompanha André Vilaça na APPDA-Norte, referiu que os contos que integram esta obra editada pela instituição foram escolhidos entre um repertório imenso, pois o autor escreve desde os seis anos de idade. “Na instituição desde 2004, logo percebemos a capacidade e o gosto do André pela escrita”, frisou o técnico. A escolha dos contos teve como fio condutor seleccionar histórias que tinham personagens que povoam a vida do André.


Muitos outros textos ficaram de fora, mas está já prometido um segundo livro. A APPDA-Norte já demonstrou disponibilidade para o editar também, como referiu ao ‘Correio do Minho’ Eduardo Ribeiro, director da instituição.Herculano Castro recordou que o livro foi lançado a 3 de Dezembro, no Dia da Pessoa Portadora de Deficiência e “a receptividade tem sido muito boa, tanto por parte dos leitores como da crítica”.Em perspectiva está a possibilidade do André se deslocar a Inglaterra para apresentar a obra num congresso sobre autismo, promovido por pessoas autistas.


De realçar que a apresentação da obra em Braga esteve integrada nas I Jornadas Culturais de Palmeira.No Núcleo de Braga da APPDA-Norte está já disponível alguma terapia, nomeadamente terapia de intervenção precoce destina a crianças com problemas de autismo detectados na primeira idade. Terapia ocupacional, terapia da fala e avaliação são outros apoios que os autistas e familiares podem encontrar. O objectivo é criar no Núcleo um Centro de Actividades ocupacionais.

26 abril 2008

Mãe ensina médicos a lidar com crianças que sofrem de autismo

Portia Iverson falou durante a Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia. Ela também pediu mais pesquisas e novos remédios contra a doença.


Cerca de 200 neurologistas, com anos de experiência em sua área, lotam a sala. Na frente de todos está Portia Iverson, de fala pausada, dando explicações detalhadas para a platéia formada quase que exclusivamente por pessoas com muito mais conhecimento científico do que ela. Mas quem é essa mulher sem formação acadêmica que ousa ensinar cientistas? A resposta é simples: Portia Iverson é mãe. E não qualquer mãe. Ela é mãe de Dov, um jovem americano diagnosticado aos três anos de idade com autismo severo. Desde que descobriu a doença, Iverson e seu marido se dedicaram à causa das crianças autistas e fundaram uma organização não-governamental que pede mais pesquisas sobre a doença – a CAN, sigla em inglês para “Curem o Autismo Agora”, que também significa algo como “é possível” .



Portia Iverson foi uma das convidadas especiais da Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos Estados Unidos. Sua missão? Ensinar os médicos a lidar com crianças autistas, baseada em sua experiência de mais de dez anos cuidando de Dov. E mais: contar os principais problemas que ela enfrenta, para tentar sensibilizar e oferecer informações para novas pesquisas na área.



Continua em:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL400192-5603,00-MAE+ENSINA+MEDICOS+A+LIDAR+COM+CRIANCAS+QUE+SOFREM+DE+AUTISMO.html

Palestra CORDE-DF: Qualidade no atendimento à pessoa com deficiência


Clique na imagem.

Sexualidade Especial

Sexualidade Especial

Géssica Hellmann


Neste artigo abordo a orientação sobre a sexualidade de crianças e adolescentes especiais, como, por exemplo, portadores de Síndrome de Down e Cadeirantes. Sabemos que a sexualidade em si já é encarada com certo preconceito. Falar sobre ela já gera polêmica, imagine abordar este assunto no contexto de pessoas especiais.
Segundo Trabbold (2006) "Por medo de expor o adolescente a riscos físicos e emocionais, muitos pais negam a existência do problema e preferem encarar o filho como um "anjo assexuado". Por outro lado, os profissionais das instituições especializadas tendem a rotulá-los como pessoas hipersexualizadas, que não têm autocontrole".
Segundo a autora, uma pesquisa feita pelo psicólogo Hugues Costa da França Ribeiro, comprovou o que sua experiência de dez anos na área já havia lhe ensinado: que eles têm desejo sexual, anseiam por uma relação afetiva e que são capazes de aprender a lidar com sua própria sexualidade.


Continua em : http://www.webartigos.com/articles/5142/1/sexualidade-x-pessoas-especiais/pagina1.html

O Pedagogo Na Educação Da Criança Autista

Avaliação pedagógica

INTRODUÇÃO

Ao abordar o aspecto educativo de indivíduos portadores da Síndrome de Autismo, faz-se necessário, uma retrospectiva histórica, passando pela seleção natural, eliminação de crianças mal formadas ou deficientes em várias civilizações, marginalização e segregação promovidas na Idade Média, até um período marcado por uma visão mais humanista na Europa após a Revolução Francesa; para se chegar ao século XIX, aos primeiros estudos sobre deficiências.O diagnóstico sobre autismo apresenta algumas controvérsias, assim como sua própria definição.

No entanto, apresentaremos, três definições que podemos considerar como adequadas:

A da ASA – American Society for Autism (Associação Americana de Autismo);
A da Organização Mundial de Saúde, contida na CID-10 (10a. Classificação Internacional de Doenças), de 1991);
A do DSM-IV - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais), da Associação Americana da Psiquiatria. A síndrome do autismo pode ser encontrada em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social.

Não se conseguiu até agora provar nenhuma causa psicológica, ou no meio ambiente destas pessoas que possa causar o transtorno. Os sintomas, causados por disfunções físicas do cérebro, podem ser verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo, estas características são: Distúrbios no ritmo de aparecimento de habilidades físicas, sociais e lingüísticas; Reações anormais às sensações, ainda são observadas alterações na visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo; Fala ou linguagem ausentes ou atrasados. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não.

continua em :
http://www.webartigos.com/articles/4113/1/o-pedagogo-na-educacao-da-crianca-autista/pagina1.html

Falando de Autismo


"A convivência com as outras crianças é importantíssima para os nossos filhos aprenderem de tudo com os colegas e irmãos. Isolar um autista é o mesmo que reforçar seus rituais, medos e aumentar as suas dificuldades, principalmente socialização, linguagem.Tenho observado que a convivência com crianças um pouco mais velhas melhora mais ainda esta socialização. Mas a aprendizagem precisa mesmo de classe especial.Melhor explorar o que o seu filho gosta e dar asas para a imaginação e para o aprendizado."


Falando de Autismo

Autistas precisam de psiquiatras, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos e adjacentes competentes, que não fiquem praticando autofagia, cada um querendo deter monopólio de saberes, mas sim aprimorando experiências.

Por Nilton Salvador*


Até pouco tempo atrás, falar de autismo era um assunto que não provocava interesse jornalístico, pois não justificava discussões nas redações, até que a partir de meados de 2005 a mídia norte americana começou a elevar as pautas da síndrome infantil para a categoria de doença, sugerindo que estava em curso uma epidemia mundial do distúrbio, aumentando a carga de preocupação sobre os conceitos existentes e indefinidos em relação às características dos portadores.Além de não passar de mais uma enganação alarmista para pais e responsáveis precariamente informados sobre o autismo em nosso país, onde ainda não há órgãos oficiais de saúde para cuidados específicos, sabe-se lá que interesses estariam por detrás daquelas notícias falsas, já que os índices de portadores diagnosticados no mundo, são os mesmos há mais de três décadas, e esse tempo fica bem próximo da descrição da síndrome por Leo Kanner, psiquiatra infantil da John Hopkins University em 1943.Infelizmente no Brasil, o autismo começou a ficar mais conhecido, quando alguns políticos que surfaram nas ondas das CPIs de corrupção e imoralidade, se utilizavam dele para desqualificar o presidente da República, ministro, senador, deputado estadual, federal e personalidades, estabelecendo um adjetivo que por pouco não vira moda.

Felizmente, numa cruzada silenciosa: pais, associações, grupos de discussão na internet no mundo inteiro e movimentos pró autistas, conseguiram conter a onda, pois muitos daqueles políticos e outros que se utilizaram do autismo para caracterizar alguém com um "defeito", desconheciam a condição médica do mesmo. Alguns profissionais da saúde em autismo ao invés de orientar, invertem situações para os pais, fazendo-os crer que o portador não se relaciona com outra pessoa que não seja igual a ele, incluindo propensões para outras síndromes especialmente na adolescência, de acordo com seu arbítrio, por falta de preparo técnico e experiência.Enquanto isso, o autista e seus pais continuarão pagando o alto preço do seu aprendizado que deveria ter a definição da causa da síndrome vindo da escola de formação do profissional, para manter a esperança da cura de um quadro psicológico abstrato sem precedentes.

Em condições normais, nós, pais de autistas ou não, não precisávamos estar nos engalfinhando com políticos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, rogando que se altere o artigo do projeto do Estatuto do Deficiente, onde está definido o autismo como deficiência, pela expressão: transtorno global do desenvolvimento, abrangendo outras síndromes, evitando que fiquem fora da proteção da lei.
O autismo pode também ser uma proposta de educação, pois é de função pedagógica. Tudo que se faz pelo autista é orientado para educá-lo dentro dos princípios da pedagogia, não podendo ser visto como uma sina de caráter assistencialista, mas sim como uma linha reta de bom senso, merecedor de confiança.Autistas precisam de psiquiatras, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos e adjacentes competentes, que não fiquem praticando autofagia, cada um querendo deter monopólio de saberes, mas sim aprimorando experiências até para o governo a exemplo do que acontece em outros países onde a saúde é levada a sério.Autistas não devem ser catalogados apenas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico ao receberem o seu diagnóstico, e que seus pais não se deixem levar pelo imediatismo, aceitando docilmente prescrições que seus efeitos colaterais os levem do seu estado natural para situações perturbadoras.
Não podemos esquecer que nossos filhos autistas ou não, só vieram através de nós. Cada autista é único, vêm com sua própria personalidade, talentos e pensamentos.


* Nilton Salvador é pai de autista, reside em Curitiba, Paraná.

18 abril 2008

*O Movimento Orgulho Autista Brasil *

convida para sessão pública do programa Desabafo Autista e Asperger que será realizado dia 19abril2008, sábado, às *14h*, na Escola Classe 416 Sul.

Durante a realização deste encontro que é mensal, pais, familiares, simpatizantes, especialistas, médicos, fonoaudiólogos, terapeutas, psicólogos, nutricionistas, professores, advogados e outras pessoas interessadas no tema Autismo e Asperger trocam experiências, apresentam novas informações e, principalmente, relatam e debatem sobre suas vivências com filhos, conhecidos ou familiares.

Lembrando que todos eventos do Movimento Orgulho Autista Brasil são gratuitos - Não paga nada é só ter boa vontade.

Maiores informações:

Ana Cristina Rocha 8434-2044 - Coordenadora do programa "Desabafo Autista e Asperger", e

Fernando Cotta 9909-8192 - Coordenador da CORDE-DF

Movimento Orgulho Autista Brasil
movimentoorgulhoautistabrasil@gmail.com

10 abril 2008

Manifestação urgente!!


Manifestação Urgente!

Vamos exigir o retorno do COMPP e o cumprimento
do TAC ( Termo de ajuste de conduta )

Dia 15/04/08

Horário 9:00 (Manhã)

Local 502 Norte ( Sede do COMPP )

AME
Amigos da Mente

Reportagem antiga no site do DFTV
http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20070726-292970,00.html


COMPP - CENTRO DE ORIENTAÇÃO MÉDICO PSICOPEDAGÓGICA - DF

"A forma como foi desalojado de um prédio que ocupava a mais de 27 anos, e agora esta em um corredor, sem a mínima condição de funcionar desta forma.
A pergunta que fica: Qual é a intenção do Governo do DF? Que política para a saúde mental é esta?"

07 abril 2008


e-mail recebido:

Caros Amigos e Amigas,

Dando início ao projeto CORDE-DF de visita às entidades para as pessoas com deficiência e conforme acertado na última reunião em 28mar2008, realizada na Câmara dos Deputados\Congresso Nacional, a CORDE-DF esteve em sua primeira visita oficial ao Abrigo dos Excepcionais de Ceilândia (AEC).

Nesta visita a Diretora de Assuntos da Pessoa com Deficiência (DAPD), Francisca Cléa, e parte de sua equipe, esteve conosco.

A Vera que é funcionária do AEC e o Batista que é tesoureiro nos acompanhou na visita, pois o presidente está em viagem.

Neste local estão as pessoas que vivem em separado de suas famílias.

Principalmente porque as famílias não os querem, ou porque as famílias destas pessoas estão em situação de desequilíbrio, sem condição de recebê-los.

É um local muito interessante para se visitar.

Recomendo que grupos se organizem para conhecer o AEC.

Há situações muito difíceis por lá.

É uma realidade muito dura de se ver e viver.

Algumas pessoas saem depressivas de uma visita dessas, mas temos mesmo é que sair dispostos a lutar para melhorar a situação das pessoas que ali estão.

Meus ombros sairam mais pesados.
Minha responsabilidade é ainda maior como coordenador da CORDE-DF.

O Abrigo está com 65 pessoas, em sua capacidade máxima.

O AEC recebe (quando tem lugar vago) pessoas com deficiência múltipla, mental e física juntas.

Farei um relatório da situação da AEC e algumas recomendações para a solução de alguns de seus problemas, além de meu empenho em ajudá-los.

Já conversei com o César Melo, indicado futuro Subsecretário e ele concordou que temos condições de ajudá-los.

Até porque se não tivermos condições de ajudá-los aonde estamos trabalhando, deveríamos pedir para sair.

Fotos em anexo.

Fernando Cotta
Coordenador
CORDE-DF