06 Novembro 2009

Artista autista precisou apenas de 20 min. de memorização para recriar Nova York com impressionante riqueza de detalhes

Muita gente já deve ter escutado falar de Stephen Wiltshire. Ele é um artista que tem um dom absolutamente incomum. O inglês consegue memorizar paisagens em poucos minutos e depois desenhá-las com extrema precisão. Ele está de volta, com um impressionante trabalho que mereceu destaque na imprensa internacional. De acordo com uma reportagem do britânico Daily Mail, ele simplesmente precisou de 20 minutos em um vôo panorâmico de helicóptero sobre Nova York para desenhar a mesma paisagem, em um quadro de 5,5 metros.
Se você comparar as imagens acima (clique para ampliar), perceberá que elas são incrivelmente complexas e idênticas, respeitando inclusive as proporções e detalhes. Destaque para o Empire States Building e o Chrysler Building, que podem ser vistos imponentes em meio a outros edifícios menores.

Diagnosticado com autista, o talentoso Stephen precisa apenas de seu iPod, algumas canetas e cerca de uma semana para terminar todo o processo artístico.

A reportagem cita que, em 2006, Stephen foi nomeado membro da Ordem do Império Britânico por seus serviços à arte. Ele abriu sua própria galeria no Royal Arcade, no mesmo ano.


Ah, para quem se interessou em saber o que o rapaz escuta durante os desenhos, dá para dizer que o repertório é vasto. Ele ouve desde blues, soul, funk, pop, Back Street Boys, All Saints e, acredite, New Kids on the Block.

30 Outubro 2009

Como o autista se processa ao longo da vida?

O autismo não pode ser diagnosticado apenas a partir de um só sintoma, é necessário que estejam presentes simultaneamente os sintomas principais o que acontece, por vezes, antes dos 3 anos.
Ao longo da vida há uma evolução dos sintomas relacionada com as características dos diferentes níveis etários e com as características individuais. A pessoa com autismo é um indivíduo único e não deixa de passar por todas as etapas da vida como qualquer outro ser humano.
O bebê com autismo pode demonstrar: indiferença, falta de interesse pelas pessoas e pelo ambiente, medos estranhos. Não dá resposta ou dá respostas diferentes das dadas pelos outros bebés. Pode ter problemas de alimentação, ou de sucção; ter falta de interesse pela comida; rejeição ou preferência por certos alimentos. Pode ter problemas de sono e chorar muito ou nunca chorar.

Até aos 12 meses podem aparecer comportamentos repetitivos, restritivos ou estereotipados (bater palmas, rodar objectos, abanar a cabeça). A criança pode ter interesses obcessivos pela luz, por um brinquedo ou objecto. Pode tardar a andar.

Até aos 24 meses, manifesta-se a ausência ou dificuldade de comunicação verbal e gestual. A linguagem pode tardar ou não aparecer.

A criança pode não manifestar interesse pelas actividades de autonomia que começam geralmente nessa idade (querer comer sozinho e vestir-se sozinho); dá respostas inadequadas aos estímulos sensoriais: tem hipo ou hiper sensibilidade ao frio e ao calor, à luz, à dor ou a certas texturas. Há falta de correlação da causa efeito.
Depois dos 2 anos, a criança pode não brincar normalmente, não entrar em brincadeiras com pares ou com o grupo.

A esta altura, os problemas do domínio cognitivo, especialmente de linguagem, começam a estar presentes. A criança com autismo usa a ecolália frequentemente. Fala, utilizando padrões repetitivos e não usa o «sim» e o «não»; inverte os pronomes; escolhe palavras cujo som lhe agrada e repete-as fora do contexto. Não compreende os sentidos figurados.

O período dos 3 aos 6 anos é uma etapa muito difícil para a criança e para os pais pois a deficiência manifesta-se claramente. Podem aparecer comportamentos agressivos, birras sem causa aparente, medos excessivos ou irracionais de situações diárias.

Dos 6 anos à adolescência alguns dos sintomas mais perturbadores de comportamento tendem a diminuir. Mas o autismo permanece uma incapacidade para o resto da vida.

Com educação adequada, os sintomas podem não ser tão patentes e haver uma melhoria da qualidade de vida. Por outro lado, um ambiente inadequado ou falta de educação apropriada podem levar a uma regressão e/ou perda de capacidades previamente adquiridas e ainda a deteoriação de comportamentos como a auto-mutilação, gritos, destruição...

Fiocruz desenvolve exame inédito, e mais confiável, para autismo

O Brasil está desenvolvendo um exame laboratorial inédito para o diagnóstico do autismo, uma alteração caracterizada por isolar seu portador do mundo ao redor. O método promete ser uma alternativa mais confiável aos testes de laboratório hoje usados para identificar a doença. "Ainda estamos em fase de estudos, mas os resultados são promissores", diz o pesquisador responsável, Vladmir Lazarev, do Instituto Fernandes Figueira, centro de pesquisas ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. "Testamos o método em 16 autistas jovens e obtivemos dados homogêneos, muito significativos estatisticamente. Agora, queremos fazer novos testes. A previsão é de que o exame esteja pronto em até cinco anos."

De acordo com Lazarev, cientista russo radicado no Brasil há 15 anos, a vantagem do novo método está no uso da foto-estimulação rítmica. O recurso torna o exame mais completo que outros. Em linguagem comum: durante o já usual eletroencefalograma, projeta-se sobre o paciente uma luz que pisca de forma ritmada, estimulando os neurônios do cérebro a acompanhar no mesmo ritmo. Como o autismo é uma doença do cérebro, a reação deste ao estímulo luminoso pode indicar se ele apresenta alterações que podem se relacionadas à doença.

Os 16 autistas examinados durante a pesquisa, por exemplo, apresentaram deficiência no lado direito do cérebro. Nesta parte, que é responsável pelas habilidades sócioafetivas da pessoa - confira aqui quadro sobre o cérebro -, a atividade elétrica cerebral dos pacientes seguia o ritmo da luz, mas de maneira mais atenuada. "Com isso, podemos concluir que há uma deficiência funcional no hemisfério cerebral direito do autista", explica Lazarev.

Exames como a eletroencefalografia, se empregados com o paciente em estado de repouso, não detectam alteração na atividade elétrica do cérebro. Os resultados, portanto, nem sempre são satisfatórios quando não são empregados métodos de estimulação...

Entenda melhor a doença - Segundo Adailton Pontes, parceiro de Lazarev na pesquisa, o autismo é considerado hoje não apenas uma doença, mas uma série de distúrbios de desenvolvimento capazes de comprometer a interação social, a comunicação social e as habilidades imaginativas. "O autismo não é uma coisa única, há várias formas de autismos que variam no grau de comprometimento das funções - mais leve, moderado, mais grave e com níveis diferentes de inteligência", diz o pesquisador.

A base da doença é genética. O papel do ambiente - das influências externas recebidas pelo autista - ainda é desconhecido. "O que se sabe é que a pessoa nasce com predisposição para o autismo e, já a partir dos dois anos pode apresentar os primeiros sinais da doença, como a ausência de linguagem e a dificuldade de brincar", conta Pontes. "O ideal é diagnosticar a doença até os três anos. Está provado que, quando se faz a intervenção precoce, o prognóstico é melhor. Eles não vão se curar, mas vão se desenvolver mais, vão superar algumas dificuldades que os outros podem não superar porque não foram estimulados."

O autismo não tem cura, mas o portador da doença pode tomar remédios contra sintomas específicos, como a agressividade.

18 Outubro 2009

Autistas ganham centro de tratamento na rede pública do Rio

Serviço pioneiro oferece atendimento com profissionais de várias áreas.
Mães de autistas relatam experiências e elogiam projeto.

Nives acredita que atualmente há mais acesso à informação e mais estudos sobre a síndrome, o que facilita a vida dos pais: "Só quando o Diego tinha 17 anos que eu fui saber que era autismo. O austismo é um ponto de interrogação. De 2005 para cá, o numero de pesquisa vem aumentando", disse. "Tomara que esse centro seja um exemplo pra outros municípios no Brasil", completou ela, se referindo ao Cema-Rio.

Neive conta que o filho aos dois anos começou a demonstrar dificuldade de fala, de socialização e muita resitência a dor: "Isso é porque eles não consgeuem se expressar", explica.


Diego passou por cinco escolas regulares. "Chegava na escolinha e uma criança falava 'mãe, olha meu colega maluco'", conta Neive. Cansada, ela decidiu matricular o filho em uma escola especial e hoje ele faz oficinas de teatro.

"Até hoje quem faz a barba do Diego sou eu ou meu marido", diz ela. "Abri mão de muita coisa para vestir a camisa. Fico orgulhosa de ter me voltado para ele. A parte pedagoga não foi possível, infelizmente. Mas ele vive me surpreendendo", elogia a mãe.

Autismo pode ser tratado com dieta

A bióloga Eloah Antunes começou a pesquisar sobre o assunto quando o seu filho, Luan, hoje com sete anos, apresentou os sintomas da síndrome. Graças aos estudos feitos nos Estados Unidos, decobriu que o tratamento poderia ser feito por meio da alimentação. A avó de Luan, a psicopedagoga Juceli Antunes, abraçou a causa e hoje é presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa).

“O autismo não está no cérebro, ele é uma enfermidade multifatorial, que atinge o sistema gástrico. A ingestão de proteínas de glúten encontradas no trigo, na cevada, na aveia, e também de caseína, que é a proteína do leite, afeta a função do cérebro normal. O tratamento consiste na dieta, na terapia comportamental e na reposição de nutrientes”, explicou Juceli.

Para a médica da SMDP, essa linha não funciona para todas as crianças autistas: "Cada criança necessita de um tipo de tratamento. Mas entendemos que muitos vão se beneficiar da dieta. O importante é ter um numero grande de opções. Não existe um tratamento modelo".

A avó de Luan conta que hoje o neto obedece a ordens e se sociabiliza com outras crianças: “Foi uma tarefa difícil, porque ninguém achava o problema. Ele não falava, ficava sem dormir, gritava dia e noite, batia a cabeça na parede, se jogava no chão. Minha nora não dormiu durante 3 anos”, revelou Juceli.

Para ela, o tratamento à base da dieta sem açúcar, glúten e leite é a principal causa da melhora das crianças assistidas pela Adefa e pela escola.

“Não há uma regra geral. Ainda existe algum autista que pode comer um desses três vilões da alimentação. O estudo do autismo não vai chegar as um resultado final nunca”, disse Juceli, que também serviu como fonte de informação para a equipe do Cema-Rio.

Autista apresenta projeto para construção de um monumento


Município pode ganhar monumentos ‘Raio Vívido’ – obra do artista Flávio Vargas tem 18m de altura e mais de 5 toneladas

Um autista de 33 anos de idade está chamando a atenção das autoridades de Imbé. Apenas com a 4ª série do ensino fundamental, Flávio Mendes Vargas projetou, calculou e construiu sozinho um monumento de 18 metros de altura e com mais de 5 toneladas.
O monumento denominado “Raio Vívido” - numa homenagem ao hino nacional - foi apresentado na semana passada para o prefeito Darcy Luciano Dias, o presidente da Câmara de Vereadores José Paulo Firme da Rosa, vereadores e técnicos da Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura. O objetivo do autista-artista é buscar apoio do Legislativo e do Executivo para a execução do projeto, que tem a forma de um caniço, representando a prática da pesca na ponte que liga Imbé e Tramandaí. Durante mais de um ano Flávio vem adquirindo o material com recursos próprios e depositando em sua casa, no Balneário de Mariluz.

Tudo que ele aprendeu sobre física e mecânica quântica foi através de leituras em livros em casa – explicou orgulhosa a mãe Morena Rita Vargas. O projeto de Flávio prevê a fixação de duas colunas de concreto (de 2,5 toneladas cada e 18m20cm de altura) para sustentação de um pêndulo de 15 kg, o qual faria o movimento de içar e baixar um caniço gigante através de uma força magnética vertical. O local escolhido pelo autista para a construção do monumento é a avenida Rio Grande, próximo a ponte Giuseppe Garibaldi.

O prefeito Darcy ficou entusiasmado com a criação de um monumento para o município e principalmente pelo fato de o idealizador ser uma pessoa especial. Ele prometeu analisar as condições da construção e execução do projeto com a equipe de arquitetos e engenheiros da prefeitura. “O projeto muito interessante e apropriado para o nosso município. Mas, melhor ainda é saber que temos em nossa terra um autista que é um verdadeiro artista. É impressionante ver que, mesmo com suas limitações, teve a capacidade de desenvolver todo esse projeto sem ter o estudo apropriado”, destacou.

21 Julho 2009



Não espere uma ação definitiva
Tudo no mundo muda,
A cada instante, alguém mente,
Alguém fala a verdade.

Não existe meia vida, nem meia morte.
A vida precisa ser inteira...
A parte maior da existência...
A morte, portal para outra lucidez...

Eu te doei o meu melhor e o meu pior.
Perdoa se a outra parte,
Ficou para se completar...
Mas venha dançar,

Há tanto frio no mundo
Há tanto por fazer,
Mas deixa para amanhã
Venha cantar, eu sei que você adora,

Muito prazer, essa é a nossa história,
Tu passas e tudo em ti reflete mistério...
Eu pouco sabia da vida quando te concebi,
Tudo se resumia em sonhos tolos de poeta,
Mas que poema auspicioso, eu posso te oferecer?
Aquele sorriso de sol, aquele chorar de chuva,

Muito prazer eu sou sua mãe,
E o meu amor é condicionado ao meu coração,
Jamais cumpri minhas promessas,
Mas creia sou aquela moça da foto,
Meio luz, meio sombra, meio viva.

Não vá embora, nem lute para se encaixar á nada,
Seja assim, esse rapaz puro e diferente
Alias nada é igual nada, ninguém a ninguém...
Seja você esse ser que adormece,

e acorda, esperando pelos rostos amigos,
Faz tempo que não te escrevo,
Às vezes você me cansa,
As pessoas me cansam
A vida me cansa,
A morte do velho em nós, me cansa,
O novo em nós que cobra, me cansa.

Nenhuma palavra é interpretada na sua essência
Tudo é superficial demais, por hora, fiquemos assim,
Você aí, na sua solidão de anjo,
Eu aqui, esperando que me vejas,
Do outro lado da ponte...

Não precisa correr, nem se refugiar,
Sua caverna escura, agora tem luz...
Não acredite em todos, nem em mim...
É longa nossa história, páginas e paginas
Para serem desvendadas...
E creia você não é uma página em branco,
É as melhores linhas ainda serão escritas
Creia se não for aqui, será nas estrelas
Você merece...

Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

20 Julho 2009

Inclusão



Formas criativas para estimular a mente de alunos com deficiência

O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los.

A Nova Escola deste mês está ótima, abordando um tema tão discutido, será mais uma oportunidade para conhecer um pouco das dificuldades e vitórias de alunos como Matheus, que surpreende a cada dia.Adquira seu exemplar, eu sempre compro a minha e não vai ser diferente agora.

Bjuss a todos.

Aninha, mãe do Matheus.

25 Junho 2009

Palestras e eventos Divulgação


Repasso....

Palestra - Terapia Ocupacional - Como seu filho e você podem ser beneficiados.
Palestrante: Denise Caroline de Moura Franco- T.O.
Data 25/06/2009. as 14hs
Local: Escola EstadualIolanda Martins Silva.
R. Manaus,364 - Santa Efigênia. ( Dúvidas favor entrar em contato,na APABB 25152901 ou 25152912)

AMA
No dia 29 de junho, a AMA – Associação de Amigos do Autista promoverá a quinta palestra de 2009 do programa "Meu filho tem autismo". A palestrante Carolina Ramos falará sobre como podemos proporcionar condições para que pessoas com autismo satisfaçam suas necessidades básicas, como higiene, alimentação e cuidados pessoais, com a maior independência possível.

As palestras são ministradas mensalmente na AMA, Unidade da Rua Luís Gama, 890 - das 18:30h às 20:30h.

O evento tem como objetivo informar e esclarecer as dúvidas sobre o autismo e a Síndrome de Asperger que muitos pais têm. Em palestras temáticas, eles terão tempo para fazer perguntas, criar debates e se encontrar com outros pais de crianças, adolescentes e adultos com autismo.

A entrada é gratuita, basta trazer 1kg de alimento não-perecível. Não será fornecido certificado.

Congresso Biomédico em SP
Olá pessoal,

Esta semana estarei enviando para o Luiz Dias a lista do grupo de participantes para o congresso em setembro em SP.
Somos cerca de 50 pessoas e temos 20% de desconto.
O pagamento deverá ser efetuado em julho.
Quem quiser participar, ainda dá tempo.
Enviem-me uma mensagem em particular autismoemfoco@gmail.com , não tenho acessado alguns grupos.

Quem quiser saber a programação é só visitr o site www.autismoinfantil.com.br
Autismo: - Aceitação sim, CONFORMISMO não!!!!!!!!

Claudia Marcelino, moderadora dos Grupos Autismo Esperança, Diário de um Autista, Autismo é Tratável e mãe de Maurício, 18 anos - RJ

23 Junho 2009

Desabafo Autista e Aspeger

CONVITE
Caros Amigos,

O Movimento Orgulho Autista Brasil convida a todos para participar do 5° Desabafo Autista e Asperger de 2009 que será realizado dia 27/06, sábado, às 14h, no CEE 02 de Ceilândia - Centro de Ensino Especial 02 de Ceilândia – Endereço: QNO 12 AE G Setor "O" Ceilândia Norte. Referência: Em frente ao Terminal do Setor O.

Durante a realização deste encontro, pais, familiares, amigos, especialistas, professores e outras pessoas interessadas no tema autismo e asperger trocam experiências, apresentam novas informações e, principalmente, relatam e debatem sobre suas vivências com filhos, conhecidos ou familiares autistas.

Contamos com a participação de todos.
Estou à disposição para maiores esclarecimentos.
Lembramos que nossos eventos são totalmente gratuitos.
Pedimos que todos levem algo para um breve lanche.

Felicidades!

Ana Cristina

Vice-Presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil

84342044

29 Maio 2009

Brasil desenvolve metodologia para detectar autismo em crianças

Um método para diagnosticar o autismo por meio de exame de imagem está sendo desenvolvido pelo Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Atualmente, não há nenhum teste específico para o autismo. O diagnóstico é clínico, com base na observação dos sintomas.

Os pesquisadores utilizam o eletroencefalograma computadorizado para fazer uma varredura cerebral. O exame amplia e mede as correntes eletromagnéticas no cérebro em diversas frequências (de 3 a 27 hertz) e permite verificar as ligações entre os grupos de neurônios.

Segundo o neurologista infantil Adaílton Tadeu Alves de Pontes, um dos coordenadores da pesquisa, as imagens obtidas com o mapeamento são comparadas com as do cérebro de uma criança sem o problema.

"Verificamos a relação de uma área com outra e percebemos que as crianças com autismo tiveram uma resposta diminuída no hemisfério cerebral direito em relação ao esquerdo, ou seja, há uma deficiência de ativação no hemisfério direito."

Pontes explica que o hemisfério direito está associado às funções socioafetivas, emocionais, de empatia e de percepção do contexto e compreensão social, enquanto o hemisfério esquerdo é mais relacionado com o cálculo e o raciocínio.

O próximo passo, segundo ele, é ampliar a amostra de crianças analisadas, incluindo autistas com inteligência normal e outros com problemas de linguagem, por exemplo. Por fim, haverá uma comparação dessas crianças com outras que possuam patologias neuropsiquiátricas diferentes -para saber como funciona a resposta cerebral nesses casos.

Pesquisas anteriores com cérebros de autistas já encontraram desequilíbrios em neurotransmissores (substâncias químicas que ajudam as células nervosas a se comunicarem) que poderiam explicar o comportamento do autista.

Clique o título para ler mais.

Miguel Falabella: desculpas públicas por brincadeira de mau gosto

Depois de assistir ao episódio do dia 26/05 de 'Toma lá dá cá', Miguel Falabella sentiu 'um peso' e resolveu pedir 'desculpas públicas'. É que seu personagem no humorístico, Mário Jorge, chamou Bozena (Alessandra Maestrini) de 'autista' num diálogo em que depreciava a empregada.

- Falei sem pensar e na hora não notei, mas, quando vi no ar, me fez mal, nem dormi direito - diz ele. - Escapou e foi brincadeira, mas é imperdoável que tenha acontecido. Uma de minhas melhores amigas tem um filho autista, sei o quanto isso pode ter magoado muitos telespectadores, quero pedir desculpas. Foi um lapso.

O autismo é um distúrbio que afeta a capacidade de se comunicar. Miguel garante que não recebeu nenhum telefonema reclamando da piada, mesmo assim, preferiu se antecipar.

- Minha culpa, minha máxima culpa - encerra.

Comentário meu:

Acho louvável que um artista do peso do Miguel tenha tomado esta atitude, ele sempre representou personagens arrogantes, como o Caco de Sai de baixo, e agora seu novo personagem bem sarcástico, demonstrou que seus personagens nada tem haver com seu caráter.

Parabéns Miguel e seria ótimo você um dia visitar alguma instiuição e conhecer mais um pouco dessas pessoas que podem nos ensinar e muito.

Aninha, mãe do Matheus, asperger.

13 Maio 2009

Notícias do Movimento Orgulho Autista DF

Inclusão ainda não é realidade para pessoas portadores de autismo

02/04/2009 - Gilberto Costa - Agência Brasil

Conscientização sobre o autismo

A Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais (Apape) recebeu hoje (2), Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, o prêmio Orgulho Autista. A entidade funciona como lar de apoio e presta assistência médica e jurídica às famílias, além de desenvolver atividades de lazer para crianças com necessidades especiais. O prêmio foi entregue nos estúdios da Rádio Nacional.

A entidade foi criada há quatro anos pela moradora de Belo Horizonte (MG) Estela Maris Guillen de Souza com o auxílio de outros pais. Mãe de três filhos, Estela afirma que, por duas décadas, desde que a síndrome foi diagnosticada no filho mais velho de 22 anos, conviveu com situações de preconceito e constrangimento em função do comportamento "diferente" da criança.

"A sociedade não está preparada para a diversidade", avalia a presidente da Apape. "As pessoas não compreendem atitudes, digamos, bizarras." Para Estela, faltam campanhas educativas e maior atenção da imprensa para "conscientizar a sociedade e o poder público" de que são necessárias iniciativas mais efetivas de atendimento e inclusão.

Desmistificando a síndrome do autismo

A premiação à Apape foi promovida pelo Movimento Orgulho Autista Brasil, que também realizou um seminário, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, para tratar de questões como autismo e segurança pública; direitos dos portadores e familiares; atendimento na rede pública; e o financiamento das políticas públicas.

De acordo com os organizadores, os eventos foram criados para desmistificar a síndrome do autismo. "Tem autista que faz faculdade", assinala Estela Maris.

"As pessoas que são tratadas e que não têm comprometimento da inteligência estão aí convivendo com a gente e a gente não sabe", destaca o psiquiatra infantil Walter Camargos Júnior.

Como é o autismo?

Segundo o médico, o autismo pode estar vinculado a outros problemas mentais que agravam a síndrome, mas isso não é regra. Ele afirma que ainda não há exame clínico, teste psicológico ou tecnologia que forneça o diagnóstico.

De acordo com o especialista, a síndrome tem início na infância (antes dos 3 anos), quando ocorrem "mudanças químicas, neurológicas no processo orgânico" e afeta mais os meninos do que as meninas.

Camargos Júnior explica que o autismo "não é uma ausência", como costuma ser taxado no senso comum, mas "comprometimentos" na capacidade da criança de se relacionar com outras pessoas.

Segundo ele, o autista olha pouco para as pessoas, não reconhece nome e tem dificuldade de interação pessoal. Atrasos na linguagem verbal e não-verbal (corporal e gestual), comportamentos restritos, repetitivos e sem sentidos também são características da síndrome.

Diagnóstico do autismo

Em parceria com o Movimento Orgulho Autista Brasil, o psiquiatra finaliza este mês um vídeo que auxiliará na identificação de autismo em bebês.

Ele afirma que o tratamento é feito com auxílio de um grupo de reabilitação (com fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicóloga e professores) e se diferencia de acordo com "a gravidade do quadro" e outros fatores como a situação familiar, o diagnóstico precoce e a simultaneidade de doenças mentais e degenerativas.

O especialista afirma que o diagnóstico precoce é importante e que os pais devem questionar o pediatra caso suspeitem que o filho tenha a síndrome. "Seja direto e objetivo pergunte se o médico entende do assunto e, se não, se sabe indicar alguém que entenda", aconselha Camargos Júnior.

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

Notícias do Movimento Orgulho Autista DF






2 de Abril de 2009 -Associação diz que faltam iniciativas para inclusão de pessoas com autismo

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil





Brasília - A Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais (Apape) recebeu hoje (2), Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, o prêmio Orgulho Autista. A entidade funciona como lar de apoio e presta assistência médica e jurídica às famílias, além de desenvolver atividades de lazer para crianças com necessidades especiais. O prêmio foi entregue nos estúdios da Rádio Nacional AM (emissora da Empresa Brasil de Comunicação).

A entidade foi criada há quatro anos pela moradora de Belo Horizonte (MG) Estela Maris Guillen de Souza com o auxílio de outros pais. Mãe de três filhos, Estela afirma que, por duas décadas, desde que a síndrome foi diagnosticada no filho mais velho de 22 anos, conviveu com situações de preconceito e constrangimento em função do comportamento "diferente" da criança.

“A sociedade não está preparada para a diversidade”, avalia a presidente da Apape. “As pessoas não compreendem atitudes, digamos, bizarras." Para Estela, faltam campanhas educativas e maior atenção da imprensa para “conscientizar a sociedade e o poder público” de que são necessárias iniciativas mais efetivas de atendimento e inclusão.

A premiação à Apape foi promovida pelo Movimento Orgulho Autista Brasil, que também realizou seminário, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, para tratar de questões como autismo e segurança pública; direitos dos portadores e familiares; atendimento na rede pública; e o financiamento das políticas públicas.

De acordo com os organizadores, os eventos foram criados para desmistificar a síndrome do autismo. “Tem autista que faz faculdade”, assinala Estela Maris.

"As pessoas que são tratadas e que não têm comprometimento da inteligência estão aí convivendo com a gente e a gente não sabe”, destaca o psiquiatra infantil Walter Camargos Júnior.

Segundo o médico, o autismo pode estar vinculado a outros problemas mentais que agravam a síndrome, mas isso não é regra. Ele afirma que ainda não há exame clínico, teste psicológico ou tecnologia que forneça o diagnóstico.

De acordo com o especialista, a síndrome tem início na infância (antes dos 3 anos), quando ocorrem “mudanças químicas, neurológicas no processo orgânico” e afeta mais os meninos do que as meninas.

Camargos Júnior explica que o autismo “não é uma ausência”, como costuma ser taxado no senso comum, mas “comprometimentos” na capacidade da criança de se relacionar com outras pessoas.

Segundo ele, o autista olha pouco para as pessoas, não reconhece nome e tem dificuldade de interação pessoal. Atrasos na linguagem verbal e não-verbal (corporal e gestual), comportamentos restritos, repetitivos e sem sentidos também são características da síndrome.

Em parceria com o Movimento Orgulho Autista Brasil, o psiquiatra finaliza este mês um vídeo que auxiliará na identificação de autismo em bebês.

Ele afirma que o tratamento é feito com auxílio de um grupo de reabilitação (com fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicóloga e professores) e se diferencia de acordo com “a gravidade do quadro” e outros fatores como a situação familiar, o diagnóstico precoce e a simultaneidade de doenças mentais e degenerativas.

O especialista afirma que o diagnóstico precoce é importante e que os pais devem questionar o pediatra caso suspeitem que o filho tenha a síndrome. "Seja direto e objetivo pergunte se o médico entende do assunto e, se não, se sabe indicar alguém que entenda”, aconselha Camargos Júnior.

11 Maio 2009

Mãe...Obrigada por existir

A todas as mães de hoje, as que se foram e aquelas que são desprezadas pelos filhos e maridos, desejo que este dia seja de reflexão interior, que possamos todos os dias lembrar desta que muito sofreu por nós...

Em especial à minha mãe Norma.

Se não fosse você a me gerar, me incentivar,
brigar por que errei, dizer sim, e também dizer não...
Quem seria eu?!
Muitas vezes te reprovei, achava que as coisas que dizia era exagero
Mas você me perdoou, porque eu era adolescente, meu mundo era diferente do seu

Mas hoje sendo mãe, faço a mesma coisa que você (risos)
Meus filhos me acham chata, que falo demais, mas sabe
aprendi com você, sou igualzinha à minha mãe, é o que dizem...
não me importo com isso, porque tenho orgulho de ser igual a você

Alguém de caráter, sincera, acredita nas pessoas,
sempre pronta a ajudar alguém, suas palavras
estão ali, me dizendo o que fazer, mesmo eu sendo já adulta
Seus conselhos não esgotam, e eu hoje compreendo

Mesmo longe sei que oras por mim
Sei que me amas, e que nunca irás
deixar de me ajudar, com suas palavras e
seu colo...

Mãe neste dia, e em todos quero lhe homenagear
pois seu dia não é só esse, e sim todos os 365 dias do ano
és minha mãe, mulher guerreira, amada, meu anjo para sempre!

Te amo mãe, você está aqui comigo sempre

Confira a história de mães muito especiais

Patrícia Heiderich fundou a Ong Instituto Meta Social
Rótulo dado a pessoas com deficiência se aplica melhor às mulheres que os geraram e os ajudam a florescer

Sonhos e fantasias crescem junto com a barriga das grávidas, nos nove meses de simbiose. Mas o parto impõe o rompimento do vínculo uterino e traz à luz o filho real, que pode ser diferente do idealizado, fora do padrão dito “normal”. Mães de crianças com deficiência não negam: a notícia é um choque. Logo percebem a inexorável impossibilidade da perfeição que cedo ou tarde se revela a todos, o que lhes exige mais do que uma mudança de rota e de vida. É a prova de fogo do amor incondicional. Especiais são elas, que dispensam pena, lutam contra o preconceito e não poupam esforços para que suas crias expandam os próprios limites.

Patrícia Piancastelli Heiderich, de 46 anos, é mãe de Tathiana, hoje com 24. Ela descobriu que a menina tinha Síndrome de Down apenas na maternidade, numa época em que os exames pré-natais eram menos precisos. A tristeza a dominou. “Eu era jovem e não tinha nenhum fator de risco. Recebi a notícia do médico de forma inadequada, estava sozinha, tentando amamentá-la. A imagem do deficiente incapaz estava impregnada em mim”, afirma.

Foi um momento de luto que, em suas próprias palavras, virou luta. Patrícia decidiu batalhar para que Tathiana crescesse da melhor forma possível numa sociedade tacanha e restritiva. De negativa em negativa a cada vez que tentava matricular a filha na natação, no balé, na atividade que fosse, fartou-se da ignorância e decidiu, com uma amiga, fundar o Instituto Meta Social, Organização Não-Governamental (ONG) que há 15 anos trabalha a conscientização por meio da mídia e criou a mais popular campanha sobre o tema já realizada no Brasil: “Ser diferente é normal.”
[...]

Longa espera

Uma notícia que não vinha. Assim foi o diagnóstico de Matheus, de 12 anos, que tem Síndrome de Asperger, transtorno do espectro autista que provoca problemas de comunicação, interação social e aprendizado. Aos 3 anos, o menino ainda não falava. Foi quando a mãe, Rosana Leh Dias, de 42, iniciou a peregrinação por especialistas das mais diversas áreas.

“Ouvi de tudo, até que ele tinha esquizofrenia. Passamos por neurologistas, psicólogos, fizemos todos os tipos de exames. E íamos tratando sintomas, fazendo fono, terapia... Tudo sem saber direito o que ele tinha. Só aos 9 anos um psiquiatra infantil fez o diagnóstico correto”, conta Rosana, ex-secretária executiva que abandonou a carreira pelo filho.

Para ela, o pior foi essa indefinição. “O mais angustiante para uma mãe é não saber o que o filho tem para poder tratá-lo da melhor forma”, avalia. Mas a depressão nunca frequentou sua casa. “Como é que ele se sentiria, sabendo ser o causador dessa dor?”, raciocina. Além do que, ela diz não ter motivos para lamentações. Matheus é afetuoso, inteligente e cursa o 6º ano do Ensino Fundamental numa escola regular, apenas um período atrasado com relação à idade.
“No pré-escolar, houve o consenso de que seria melhor para ele ser alfabetizado no ano seguinte. Hoje, só recebo elogios pelo seu rendimento”, diz a mãe, que virou uma especialista em Asperger e até disponibiliza material para consultas em seu blog (http://ce.dias.blog.uol.com.br).

Reportagem: Cosmo Online