25 Junho 2009
Palestras e eventos Divulgação
Repasso....
Palestra - Terapia Ocupacional - Como seu filho e você podem ser beneficiados.
Palestrante: Denise Caroline de Moura Franco- T.O.
Data 25/06/2009. as 14hs
Local: Escola EstadualIolanda Martins Silva.
R. Manaus,364 - Santa Efigênia. ( Dúvidas favor entrar em contato,na APABB 25152901 ou 25152912)
AMA
No dia 29 de junho, a AMA – Associação de Amigos do Autista promoverá a quinta palestra de 2009 do programa "Meu filho tem autismo". A palestrante Carolina Ramos falará sobre como podemos proporcionar condições para que pessoas com autismo satisfaçam suas necessidades básicas, como higiene, alimentação e cuidados pessoais, com a maior independência possível.
As palestras são ministradas mensalmente na AMA, Unidade da Rua Luís Gama, 890 - das 18:30h às 20:30h.
O evento tem como objetivo informar e esclarecer as dúvidas sobre o autismo e a Síndrome de Asperger que muitos pais têm. Em palestras temáticas, eles terão tempo para fazer perguntas, criar debates e se encontrar com outros pais de crianças, adolescentes e adultos com autismo.
A entrada é gratuita, basta trazer 1kg de alimento não-perecível. Não será fornecido certificado.
Congresso Biomédico em SP
Olá pessoal,
Esta semana estarei enviando para o Luiz Dias a lista do grupo de participantes para o congresso em setembro em SP.
Somos cerca de 50 pessoas e temos 20% de desconto.
O pagamento deverá ser efetuado em julho.
Quem quiser participar, ainda dá tempo.
Enviem-me uma mensagem em particular autismoemfoco@gmail.com , não tenho acessado alguns grupos.
Quem quiser saber a programação é só visitr o site www.autismoinfantil.com.br
Autismo: - Aceitação sim, CONFORMISMO não!!!!!!!!
Claudia Marcelino, moderadora dos Grupos Autismo Esperança, Diário de um Autista, Autismo é Tratável e mãe de Maurício, 18 anos - RJ
23 Junho 2009
Desabafo Autista e Aspeger
Caros Amigos,
O Movimento Orgulho Autista Brasil convida a todos para participar do 5° Desabafo Autista e Asperger de 2009 que será realizado dia 27/06, sábado, às 14h, no CEE 02 de Ceilândia - Centro de Ensino Especial 02 de Ceilândia – Endereço: QNO 12 AE G Setor "O" Ceilândia Norte. Referência: Em frente ao Terminal do Setor O.
Durante a realização deste encontro, pais, familiares, amigos, especialistas, professores e outras pessoas interessadas no tema autismo e asperger trocam experiências, apresentam novas informações e, principalmente, relatam e debatem sobre suas vivências com filhos, conhecidos ou familiares autistas.
Contamos com a participação de todos.
Estou à disposição para maiores esclarecimentos.
Lembramos que nossos eventos são totalmente gratuitos.
Pedimos que todos levem algo para um breve lanche.
Felicidades!
Ana Cristina
Vice-Presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil
84342044
29 Maio 2009
Brasil desenvolve metodologia para detectar autismo em crianças
Um método para diagnosticar o autismo por meio de exame de imagem está sendo desenvolvido pelo Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Atualmente, não há nenhum teste específico para o autismo. O diagnóstico é clínico, com base na observação dos sintomas. Os pesquisadores utilizam o eletroencefalograma computadorizado para fazer uma varredura cerebral. O exame amplia e mede as correntes eletromagnéticas no cérebro em diversas frequências (de 3 a 27 hertz) e permite verificar as ligações entre os grupos de neurônios.
Segundo o neurologista infantil Adaílton Tadeu Alves de Pontes, um dos coordenadores da pesquisa, as imagens obtidas com o mapeamento são comparadas com as do cérebro de uma criança sem o problema.
"Verificamos a relação de uma área com outra e percebemos que as crianças com autismo tiveram uma resposta diminuída no hemisfério cerebral direito em relação ao esquerdo, ou seja, há uma deficiência de ativação no hemisfério direito."
Pontes explica que o hemisfério direito está associado às funções socioafetivas, emocionais, de empatia e de percepção do contexto e compreensão social, enquanto o hemisfério esquerdo é mais relacionado com o cálculo e o raciocínio.
O próximo passo, segundo ele, é ampliar a amostra de crianças analisadas, incluindo autistas com inteligência normal e outros com problemas de linguagem, por exemplo. Por fim, haverá uma comparação dessas crianças com outras que possuam patologias neuropsiquiátricas diferentes -para saber como funciona a resposta cerebral nesses casos.
Pesquisas anteriores com cérebros de autistas já encontraram desequilíbrios em neurotransmissores (substâncias químicas que ajudam as células nervosas a se comunicarem) que poderiam explicar o comportamento do autista.
Clique o título para ler mais.
Miguel Falabella: desculpas públicas por brincadeira de mau gosto
Depois de assistir ao episódio do dia 26/05 de 'Toma lá dá cá', Miguel Falabella sentiu 'um peso' e resolveu pedir 'desculpas públicas'. É que seu personagem no humorístico, Mário Jorge, chamou Bozena (Alessandra Maestrini) de 'autista' num diálogo em que depreciava a empregada.- Falei sem pensar e na hora não notei, mas, quando vi no ar, me fez mal, nem dormi direito - diz ele. - Escapou e foi brincadeira, mas é imperdoável que tenha acontecido. Uma de minhas melhores amigas tem um filho autista, sei o quanto isso pode ter magoado muitos telespectadores, quero pedir desculpas. Foi um lapso.
O autismo é um distúrbio que afeta a capacidade de se comunicar. Miguel garante que não recebeu nenhum telefonema reclamando da piada, mesmo assim, preferiu se antecipar.
- Minha culpa, minha máxima culpa - encerra.
Comentário meu:
Acho louvável que um artista do peso do Miguel tenha tomado esta atitude, ele sempre representou personagens arrogantes, como o Caco de Sai de baixo, e agora seu novo personagem bem sarcástico, demonstrou que seus personagens nada tem haver com seu caráter.
Parabéns Miguel e seria ótimo você um dia visitar alguma instiuição e conhecer mais um pouco dessas pessoas que podem nos ensinar e muito.
Aninha, mãe do Matheus, asperger.
13 Maio 2009
Notícias do Movimento Orgulho Autista DF
Inclusão ainda não é realidade para pessoas portadores de autismo
02/04/2009 - Gilberto Costa - Agência Brasil
Conscientização sobre o autismo A Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais (Apape) recebeu hoje (2), Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, o prêmio Orgulho Autista. A entidade funciona como lar de apoio e presta assistência médica e jurídica às famílias, além de desenvolver atividades de lazer para crianças com necessidades especiais. O prêmio foi entregue nos estúdios da Rádio Nacional.
A entidade foi criada há quatro anos pela moradora de Belo Horizonte (MG) Estela Maris Guillen de Souza com o auxílio de outros pais. Mãe de três filhos, Estela afirma que, por duas décadas, desde que a síndrome foi diagnosticada no filho mais velho de 22 anos, conviveu com situações de preconceito e constrangimento em função do comportamento "diferente" da criança.
"A sociedade não está preparada para a diversidade", avalia a presidente da Apape. "As pessoas não compreendem atitudes, digamos, bizarras." Para Estela, faltam campanhas educativas e maior atenção da imprensa para "conscientizar a sociedade e o poder público" de que são necessárias iniciativas mais efetivas de atendimento e inclusão.
Desmistificando a síndrome do autismo
A premiação à Apape foi promovida pelo Movimento Orgulho Autista Brasil, que também realizou um seminário, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, para tratar de questões como autismo e segurança pública; direitos dos portadores e familiares; atendimento na rede pública; e o financiamento das políticas públicas.
De acordo com os organizadores, os eventos foram criados para desmistificar a síndrome do autismo. "Tem autista que faz faculdade", assinala Estela Maris.
"As pessoas que são tratadas e que não têm comprometimento da inteligência estão aí convivendo com a gente e a gente não sabe", destaca o psiquiatra infantil Walter Camargos Júnior.
Como é o autismo?
Segundo o médico, o autismo pode estar vinculado a outros problemas mentais que agravam a síndrome, mas isso não é regra. Ele afirma que ainda não há exame clínico, teste psicológico ou tecnologia que forneça o diagnóstico.
De acordo com o especialista, a síndrome tem início na infância (antes dos 3 anos), quando ocorrem "mudanças químicas, neurológicas no processo orgânico" e afeta mais os meninos do que as meninas.
Camargos Júnior explica que o autismo "não é uma ausência", como costuma ser taxado no senso comum, mas "comprometimentos" na capacidade da criança de se relacionar com outras pessoas.
Segundo ele, o autista olha pouco para as pessoas, não reconhece nome e tem dificuldade de interação pessoal. Atrasos na linguagem verbal e não-verbal (corporal e gestual), comportamentos restritos, repetitivos e sem sentidos também são características da síndrome.
Diagnóstico do autismo
Em parceria com o Movimento Orgulho Autista Brasil, o psiquiatra finaliza este mês um vídeo que auxiliará na identificação de autismo em bebês.
Ele afirma que o tratamento é feito com auxílio de um grupo de reabilitação (com fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicóloga e professores) e se diferencia de acordo com "a gravidade do quadro" e outros fatores como a situação familiar, o diagnóstico precoce e a simultaneidade de doenças mentais e degenerativas.
O especialista afirma que o diagnóstico precoce é importante e que os pais devem questionar o pediatra caso suspeitem que o filho tenha a síndrome. "Seja direto e objetivo pergunte se o médico entende do assunto e, se não, se sabe indicar alguém que entenda", aconselha Camargos Júnior.
Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.brNotícias do Movimento Orgulho Autista DF
| 2 de Abril de 2009 -Associação diz que faltam iniciativas para inclusão de pessoas com autismo Gilberto Costa Repórter da Agência Brasil |
| Brasília - A Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais (Apape) recebeu hoje (2), Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, o prêmio Orgulho Autista. A entidade funciona como lar de apoio e presta assistência médica e jurídica às famílias, além de desenvolver atividades de lazer para crianças com necessidades especiais. O prêmio foi entregue nos estúdios da Rádio Nacional AM (emissora da Empresa Brasil de Comunicação). Em parceria com o Movimento Orgulho Autista Brasil, o psiquiatra finaliza este mês um vídeo que auxiliará na identificação de autismo em bebês. Ele afirma que o tratamento é feito com auxílio de um grupo de reabilitação (com fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicóloga e professores) e se diferencia de acordo com “a gravidade do quadro” e outros fatores como a situação familiar, o diagnóstico precoce e a simultaneidade de doenças mentais e degenerativas. O especialista afirma que o diagnóstico precoce é importante e que os pais devem questionar o pediatra caso suspeitem que o filho tenha a síndrome. "Seja direto e objetivo pergunte se o médico entende do assunto e, se não, se sabe indicar alguém que entenda”, aconselha Camargos Júnior. |
11 Maio 2009
Mãe...Obrigada por existir
A todas as mães de hoje, as que se foram e aquelas que são desprezadas pelos filhos e maridos, desejo que este dia seja de reflexão interior, que possamos todos os dias lembrar desta que muito sofreu por nós...Em especial à minha mãe Norma.
brigar por que errei, dizer sim, e também dizer não...
Quem seria eu?!
Muitas vezes te reprovei, achava que as coisas que dizia era exagero
Mas você me perdoou, porque eu era adolescente, meu mundo era diferente do seu
Mas hoje sendo mãe, faço a mesma coisa que você (risos)
Meus filhos me acham chata, que falo demais, mas sabe
aprendi com você, sou igualzinha à minha mãe, é o que dizem...
não me importo com isso, porque tenho orgulho de ser igual a você
Alguém de caráter, sincera, acredita nas pessoas,
sempre pronta a ajudar alguém, suas palavras
estão ali, me dizendo o que fazer, mesmo eu sendo já adulta
Seus conselhos não esgotam, e eu hoje compreendo
Mesmo longe sei que oras por mim
Sei que me amas, e que nunca irás
deixar de me ajudar, com suas palavras e
seu colo...
Mãe neste dia, e em todos quero lhe homenagear
pois seu dia não é só esse, e sim todos os 365 dias do ano
és minha mãe, mulher guerreira, amada, meu anjo para sempre!
Confira a história de mães muito especiais
Patrícia Heiderich fundou a Ong Instituto Meta SocialRótulo dado a pessoas com deficiência se aplica melhor às mulheres que os geraram e os ajudam a florescer
Sonhos e fantasias crescem junto com a barriga das grávidas, nos nove meses de simbiose. Mas o parto impõe o rompimento do vínculo uterino e traz à luz o filho real, que pode ser diferente do idealizado, fora do padrão dito “normal”. Mães de crianças com deficiência não negam: a notícia é um choque. Logo percebem a inexorável impossibilidade da perfeição que cedo ou tarde se revela a todos, o que lhes exige mais do que uma mudança de rota e de vida. É a prova de fogo do amor incondicional. Especiais são elas, que dispensam pena, lutam contra o preconceito e não poupam esforços para que suas crias expandam os próprios limites.
Patrícia Piancastelli Heiderich, de 46 anos, é mãe de Tathiana, hoje com 24. Ela descobriu que a menina tinha Síndrome de Down apenas na maternidade, numa época em que os exames pré-natais eram menos precisos. A tristeza a dominou. “Eu era jovem e não tinha nenhum fator de risco. Recebi a notícia do médico de forma inadequada, estava sozinha, tentando amamentá-la. A imagem do deficiente incapaz estava impregnada em mim”, afirma.
Foi um momento de luto que, em suas próprias palavras, virou luta. Patrícia decidiu batalhar para que Tathiana crescesse da melhor forma possível numa sociedade tacanha e restritiva. De negativa em negativa a cada vez que tentava matricular a filha na natação, no balé, na atividade que fosse, fartou-se da ignorância e decidiu, com uma amiga, fundar o Instituto Meta Social, Organização Não-Governamental (ONG) que há 15 anos trabalha a conscientização por meio da mídia e criou a mais popular campanha sobre o tema já realizada no Brasil: “Ser diferente é normal.”
[...]
Longa espera
Uma notícia que não vinha. Assim foi o diagnóstico de Matheus, de 12 anos, que tem Síndrome de Asperger, transtorno do espectro autista que provoca problemas de comunicação, interação social e aprendizado. Aos 3 anos, o menino ainda não falava. Foi quando a mãe, Rosana Leh Dias, de 42, iniciou a peregrinação por especialistas das mais diversas áreas.
“Ouvi de tudo, até que ele tinha esquizofrenia. Passamos por neurologistas, psicólogos, fizemos todos os tipos de exames. E íamos tratando sintomas, fazendo fono, terapia... Tudo sem saber direito o que ele tinha. Só aos 9 anos um psiquiatra infantil fez o diagnóstico correto”, conta Rosana, ex-secretária executiva que abandonou a carreira pelo filho.
Para ela, o pior foi essa indefinição. “O mais angustiante para uma mãe é não saber o que o filho tem para poder tratá-lo da melhor forma”, avalia. Mas a depressão nunca frequentou sua casa. “Como é que ele se sentiria, sabendo ser o causador dessa dor?”, raciocina. Além do que, ela diz não ter motivos para lamentações. Matheus é afetuoso, inteligente e cursa o 6º ano do Ensino Fundamental numa escola regular, apenas um período atrasado com relação à idade.
“No pré-escolar, houve o consenso de que seria melhor para ele ser alfabetizado no ano seguinte. Hoje, só recebo elogios pelo seu rendimento”, diz a mãe, que virou uma especialista em Asperger e até disponibiliza material para consultas em seu blog (http://ce.dias.blog.uol.com.br).
02 Maio 2009
Ilusões do amanhã
Esse poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade, de excepcional.
Excepcional é a sua sensibilidade, confiram !!!
Ele tem 28 anos, com idade mental de 15.
Ilusões do Amanhã
'Por que eu vivo procurando um motivo de viver, Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você.
Eu quero apenas viver, se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar, sem nem ao menos me olhar, Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr.
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um,o meu, cadê ?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão,
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão,
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo, Que acredita num sonho.
Na procura de te esquecer, Eu fiz brotar a flor.
Para carregar junto ao peito,
E crer que esse mundo ainda tem jeito.
E como príncipe sonhador... Sou um tolo que acredita, ainda, no amor.
PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)
Nota: Peço que divulguem para prestigiá-lo.
Se uma pessoa que encontra as barreiras que ele encontra acredita tanto no amor,
por que a maioria das que se dizem 'normais' procuram, ao contrário, negar sua existência?
Como falar de sexo com filhos com deficiência ou autismo?
A limitação da pessoa com deficiência ou autismo não impede desejos. Educação sexual, amor, compreensão. Anote as dicas da psicóloga Sandra Vieira
Discutir e encarar a sexualidade das pessoas com deficiência é discutir o preconceito e a falta de informação sobre as limitações de alguém. Fácil não é, afirmam os especialistas. Aliás, não poderia ser mesmo: se há dois assuntos que rendem muito, esses são sexualidade e deficiência. Juntos, já era de se esperar que provocariam muitas dúvidas e polêmicas. Antes de qualquer tipo de discussão, vale a regra: as pessoas com deficiência se diferem das que não possuem deficiência pelas limitações físicas, psíquicas, motoras. Somente. Não perdem a "humanidade" de qualquer jovem ou adulto.
Pessoas que andam de cadeira de rodas, que têm síndrome de down ou qualquer outra limitação, sentem desejos, vontades e constroem reações de afeto como qualquer outra. E apesar de claro, não é bem isso que a grande maioria da população pensa ou até mesmo os pais aceitam. "Pode ser que seja mais difícil sim. E não deixo de entender os pais que têm medo do que pode vir a acontecer. Mas não podemos privar ninguém do direito à sua sexualidade. Sempre há formas de se evitar desconfortos", comenta a psicóloga Sandra Vieira.
Para a psicóloga, o medo dos pais e o grande pudor que a sociedade ainda impõe sobre o assunto sexo faz com que eles, na grande maioria das vezes, tendam a encarar seus filhos como eternas crianças, imaginando que os estão protegendo da sua própria libido. "Isso é mais comum do que se possa imaginar.
Pais não querem deixar a criança crescer e nem encarar de frente algo que faz parte da sua humanidade. Há que se ter maturidade para lidar com a sexualidade, entender as diferenças disso nas pessoas com deficiência para programar uma educação sexual", completa.
Para a psicóloga, é possível entender que a família tenha uma certa desconfiança e que cuide muito para que o filho ou filha não sofra nenhum tipo de abuso, já que essa situação, infelizmente, também apresenta números significativos. Pessoas de promiscuidade muito forte ou mesmo pedófilos, tendem, segundo informações da especialista, a aproveitar da ingenuidade de pessoas com determinadas limitações, principalmente mentais, para fazer seu aliciamento. E nessa triste estatística, as mulheres lideram o ranking.
Sandra conta que conhece histórias de pais que já deram até remédios para acabar com a libido dos filhos, afirmando que eles, sem entendimento, se masturbavam em qualquer lugar. "Mas não é assim que se resolve, né? Sexo também é saúde, é vida, a gente precisa do orgasmo", enfatiza a psicóloga.
Educação Sexual
Conversar, orientar e construir na familiaridade uma relação de confiança é o principal segredo para ajudar quem possui alguma limitação a lidar com a sexualidade. Segundo Sandra, os pais têm total condição de estabelecer esse vínculo e, caso acreditem que a situação é um pouco mais complexa, devem procurar um profissional especializado.
"Inteligência não tem nada a ver com deficiência", frisa a psicóloga. A construção de uma "maturidade sexual" é, portanto, plenamente possível. "O problema é que os pais tendem a fingir que nada aconteceu. Que dá pra adiar. Quando chegam ao meu consultório, a situação já está naquele ponto - 'eu não sei mais o que fazer, doutora'".
É preciso que os pais levem as filhas ao ginecologista, segundo Sandra, já que essa é uma visita médica que não está só relacionada à prática do sexo. A orientação sexual começa também no exemplo que os pais dão com a preocupação com a saúde dos filhos e deles mesmos. Também vale a regra dos ensinamentos sobre o uso da camisinha e de anticoncepcionais.
"É importante desenvolver a idéia de limites", frisa Sandra. Para deficientes mentais, autistas, ou outros casos de deficiência, não há maldade nas conotações sexuais. "Se ele entende que quando tem vontade de tomar água, vai lá e toma, ele entende também, que se sentiu desejo, pode ir lá e se masturbar", completa a psicóloga.
Uma dica de Sandra é que os pais, em alguma situação constrangedora como a da masturbação, por exemplo, não brigue, nem xingue, nem, faça nada que possa deixar a pessoa traumatizada, ou sem entender a situação. Para ela, é preciso retirar o filho ou filha daquele lugar público, e o levar para um lugar privado.
"Só assim ele começa a entender onde é o lugar certo, e onde é o lugar errado. Que vai acontecer a masturbação, vai, porque acontece com pessoas com e sem deficiência. Resta só ensinar onde é adequado e onde não é", comenta Sandra.
Fonte: Acessa.com Fernanda Leonel
Sim, aparência importa!
Há mais de uma semana, pessoas em ambos os lados do Atlântico têm usado a história de Susan Boyle - a solteirona escocesa desleixada que chegou à fama cantando no programa de TV "Britain's Got Talent" - como um exemplo de quão superficiais nos tornamos."Britain's Got Talent"
Mais no site.
30 Abril 2009
Defeito genético enfraquece músculos de crianças com autismo
Marília Juste Do G1, em Chicago
Um defeito nos genes pode fazer com que crianças com autismo tenham músculos mais fracos, que impedem que elas façam atividades físicas. O problema foi identificado por um neurologista e geneticista americano e apresentado na Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia (AAN), em Chicago, nos EUA. A equipe de John Shoffner, dono do instituto de pesquisas Medical Neurogenetics, de Atlanta, analisou 41 crianças autistas, com idades entre dois e 16 anos.
Nenhuma delas tinha qualquer doença muscular conhecida, mas todas apresentavam fraqueza nos músculos que sustentam o esqueleto. Shoffner acredita que isso ocorra por causa de um problema associado aos genes ligados ao autismo, que gera alterações na mitocôndria, o centro de produção de energia da célula. De acordo com o pesquisador, estudos anteriores mostraram que pelo menos 20% dos autistas apresentam doenças mitocondriais. No grupo que ele estudou, 65% das crianças (24 do total) tinham o problema, que levou à fraqueza muscular severa.
Impedimento físico Schoffner lembrou que embora a grande maioria dos autistas não tenha qualquer alteração mitocondrial, os poucos que têm o problema sofrem com sérias conseqüências. “É algo preocupante, porque a socialização de uma criança com autismo já é difícil o suficiente sem o impedimento físico”, afirmou. Para o pesquisador, entender melhor a relação entre os problemas na mitocôndria e o autismo é essencial por dois motivos.
Em primeiro lugar, para compreender melhor os mecanismos da doença. Em segundo, para verificar como os genes podem afetar a função mitocondrial. O americano pretende agora ampliar sua pesquisa para verificar a freqüência desses problemas musculares em um número maior de pacientes autistas. Segundo ele, é preciso também desenvolver maneiras de identificar os genes responsáveis pelas alterações mitocondriais e meios de melhorar o diagnóstico.
Amor de Carrey é antídoto ideal
Jenny McCarthy relata em livro experiência com filho autista. O amor e bom humor de Jim Carrey têm sido o melhor antídoto para o diagnóstico de Evan, de 6 anos. Esse tem sido, provavelmente, o melhor antídoto para as horas difíceis inerentes ao diagnóstico de autismo do seu filho Evan, de 6 anos.
A dieta é, aliás, uma das preocupações de Jenny, de 36 anos, que, nos últimos 3, optou por um regime isento de glúten, mas rico em peixe, claras de ovo, fruta fresca e vegetais. Se somarmos a isso o ioga, o amor e o bom humor de Carrey está dada a receita para a sua força de viver.
Identificados genes que afetam risco de surgimento do autismo
Pesquisadores norte-americanos identificam variante genética envolvida no risco de manifestação da desordem em regiões do cérebro ligadas à linguagem e ao comportamento social.Influências genéticas
Estudos que envolveram cientistas de 30 instituições de pesquisa nos Estados Unidos acabam de dar uma importante contribuição ao conhecimento sobre o autismo, desordem que afeta a capacidade de comunicação e de estabelecer relacionamentos, ao identificar fatores genéticos que afetam o risco de manifestação do problema.
Segundo as pesquisas, tais variantes genéticas são comuns em pessoas com autismo. Essa é a primeira vez em que se identificou uma relação direta entre o código genético humano e a desordem.
O principal estudo, que envolveu mais de 10 mil pessoas, incluindo portadores da desordem, familiares e outros voluntários, em diversos estados do país, foi coordenado por Hakon Hakonarson, professor da Universidade da Pensilvânia e diretor do Centro de Genômica Aplicada do Hospital Infantil da Filadélfia.
Conexões entre células cerebrais
Os resultados estão em artigo publicado nesta terça-feira (28/4) no site da revista Nature e destacam a importância de genes que estão envolvidos na formação e manutenção de conexões entre células cerebrais.
O estudo se baseou em polimorfismos de nucleotídeos únicos, responsáveis pela maior parte das variações genômicas na sequência do DNA. Entre as variantes genéticas identificadas, está uma que se mostrou altamente comum em crianças autistas.
Em seguida, ao analisar a atividade do gene - chamado de CDH10 - no cérebro em fetos, descobriram que ele tinha maior atividade justamente nas regiões ligadas à linguagem e aos relacionamentos sociais.
Risco de autismo
O trabalho indica que o CDH10 tem papel fundamental no desenvolvimento cerebral e pode contribuir para o risco de autismo. "Enquanto essa variante genética é comum na população em geral, descobrimos que ela ocorre cerca de 20% mais frequentemente em crianças com autismo. Uma mudança importante como essa no código genético é muito mais do que uma simples mutação. Trata-se de um fator de risco para a origem da doença", disse Daniel Geschwind, diretor do Centro para Tratamento e Pesquisa em Autismo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), um dos autores da pesquisa.
Continua no site: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=identificados-genes-que-afetam-risco-de-surgimento-do-autismo&id=4096
Retornando
De volta e repaginando...Estando um pouco ausente deste blog devido a tão grande correria que é a vida, resolvi voltar e fazer o que mais gosto: postar notícias e novidades sobre autismo e asperger.
Espero que as visitas voltem e cada vez mais informações eu possa passar a todos.To pensando em mudar o layout, e dar uma cara nova aqui.
Aguardem ok?
Aninha.







