05 maio 2008

Autistas em cativeiro

ISOLADO Alexsandre Borges da Silva, autista mantido em um quarto com grades.
Casos assim são comuns no país.


Sem saber como lidar com filhos sofrendo de autismo severo, famílias optam por uma solução medieval: prendê-los a correntes.

TÂNIA NOGUEIRA
A janela do quarto de Alexsandre Borges da Silva, de 18 anos, dá para dentro da casa simples de Sapeaçu, no interior da Bahia. É um vão aberto para o corredor que leva da sala à cozinha. “Quando o dinheiro der, vamos colocar uma grade”, diz o padrasto Cosme Nogueira da Silva, enquanto com as mãos desenha barras de ferro no vazio.


Por todo o Brasil, no século XXI, autistas como Alexsandre ainda recebem tratamento semelhante ao que os deficientes mentais recebiam na Idade Média. Naquela época, era comum eles viverem como animais. Presos em jaulas, não recebiam educação, eram alimentados por entre as grades, faziam as necessidades no chão.


Hoje, quase todo médico, professor ou terapeuta da área de distúrbios do desenvolvimento, categoria na qual o autismo se enquadra, sabe de um portador da síndrome que passa longos períodos amarrado à cama, preso em um quarto minúsculo, fechado atrás de um portão de ferro. Por que, então, eles não denunciam esses casos à polícia? A resposta é sempre a mesma: as famílias também são vítimas. Os pais só trancam os filhos em “jaulas” quando eles representam um perigo para os outros ou para si mesmos e não há onde colocá-los.


As autoridades não ignoram o problema. “O governador (Jaques Wagner) conhece o caso dos meninos presos”, diz Junior Magalhães, deputado estadual (DEM) e relator do projeto que deu origem à lei baiana do autismo, a primeira lei estadual no Brasil a tratar da questão de forma ampla. A lei afirma que é obrigação do Estado manter unidades para o atendimento integrado de saúde e educação. Diz que o Estado da Bahia tem de arcar com tratamentos especializados como fonoaudiologia, psicoterapia comportamental, fisioterapia – e, em casos graves, a internação em unidades especializadas. Mas ainda não está sendo amplamente aplicada.


Uma nova lei na Bahia prevê assistência do Estado aos autistas. Ela ainda não está sendo aplicada, dizem os pais.


Provocado por uma alteração no desenvolvimento do cérebro durante a primeira infância, o autismo se caracteriza principalmente por inabilidade social, dificuldade com a linguagem e hábitos repetitivos. Tem vários graus de gravidade e está relacionado a uma grande variedade de outros sintomas e alterações de comportamento. Sem a educação e o tratamento adequados, alguns autistas passam a agredir a si mesmos e, em alguns casos, a agredir outras pessoas. O autismo não tem “cura”. Mas o tratamento melhora a qualidade de vida, o grau de independência e a sociabilidade.


O problema é que a maioria dos autistas, assim como Alexsandre, recebe tratamento aquém de suas necessidades. No dia em que a reportagem de ÉPOCA visitou Sapeaçu, Alexsandre chegou à sala trazido pelo padrasto. Encurvado, se arrastava. Tinha a cabeça levemente jogada para trás e os olhos perdidos no teto. Os dentes batiam de frio. Os olhos se mexiam – de um lado para outro, sem parar. “Ele está impregnado”, disse Rita Brasil, presidente da Associação dos Amigos do Autista da Bahia, que acompanhava a visita. Na linguagem própria de pais de autistas, impregnado quer dizer dopado.



RECUPERAR É POSSÍVEL Autista severa, Adriana Delgado trabalha em uma lavanderia

O autismo de Alexsandre foi diagnosticado aos 4 anos. Seu tratamento começou tarde. Hoje, Alexsandre faz fisioterapia e freqüenta a escola especial da Fundação Pestalozzi de Sapeaçu, por meio período, duas vezes por semana. Se está agitado demais, fica trancado em seu quarto.
Em alguns casos, vizinhos que ficam sabendo de um autista preso chamam a polícia. A criança é tirada dos pais e depois devolvida, diz Angélica Menezes, jornalista, diretora da Associação Baiana de Autismo e mãe de Ygor Felipe, um autista hoje com 22 anos.

“Nenhuma instituição pública está preparada para receber um autista de grau severo”, afirma. Angélica chegou a vedar a porta do quarto de Ygor. “Tinha épocas em que eu ficava dias sem entrar, senão ele me surrava. Havia até fezes na parede do quarto.” Entre outros episódios, Ygor tentou se atirar do 7o andar de um prédio em Salvador, quebrou o nariz e um dente da mãe e empurrou escada abaixo a irmã, grávida. Angélica entrou com uma ação judicial pedindo que o governo da Bahia cubra os R$ 2.800 de custos da internação de Ygor em uma clínica particular. Também está reunindo a documentação de cerca de 50 famílias para mover uma ação civil pública para exigir que o governo da Bahia cumpra a lei promulgada em março de 2007 e ofereça (ou pague) tratamento para os autistas. “Faz um ano que a lei foi aprovada, e, até agora, eles não nos deram nada”, afirma Angélica.

Continua:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83487-6014-520-2,00-AUTISTAS+EM+CATIVEIRO.html

01 maio 2008

Pais de Crianças Especiais


O livro, editado por Donald J. Meyer e lançado no Brasil pela editora M. Books, reúne depoimentos de pais, homens que foram convidados a falar sobre a experiência de ter filhos especiais e como isso mudou suas vidas. Este título é o primeiro escrito por pais para pais, mães, amigos e profissionais da área. “Jessica me ensinou o que é o amor verdadeiro. Poetas e padres, jovens amantes e idealistas profanam o conhecimento deste conceito, há anos.

No silêncio de Jéssica, aprendi a verdadeira essência do amor: dar tudo e não esperar nada em troca.” Pais de Crianças Especiais é uma corajosa coleção de textos de pais que foram convidados a falar sobre a experiência de ter um filho especial e quanto isso mudou a vida deles. Dezenove pais olharam com introspecção e honestidade para este assunto profundamente emotivo, e ofereceram uma perspectiva raramente ouvida sobre a criação de filhos com necessidades especiais.

Pais de Crianças Especiais, o primeiro livro escrito para pais por pais, também será de grande ajuda para as mães, a família, os amigos, prestadores de serviços, que vão apreciar este raro debate, e talvez aprendam com o que esses pais têm a dizer. “Esta poderosa coleção de textos revela a visão e o comportamento de pais de crianças especiais de uma maneira totalmente nova. As histórias são comoventes e ricas em sabedoria, contadas graciosamente. Pais de Crianças Especiais é uma adição bem vinda à literatura, mas o mais importante é que se trata de um livro honesto e corajoso”.

Gilberto Gaui, duas vezes vencedor do Prêmio Pulitzer “Pais de Crianças Especiais é uma analogia multiforme da emoção humana", uma obra-prima poética, escrita pelo lado mais fraco do casal: os pais.

Ao ler este livro, senti-me em uma montanha-russa, passando por uma série de descobertas e de obras de arte que eu, de fato, não seria capaz de pôr em palavras...Não há nada – absolutamente nada – que se compare a Pais de Crianças Especiais”.

H. Rutherford Turnbull, III Co-Diretor do Beach Center on Families and Diisability

II Ano Bate-Papo dos Amigos de AUTISTAS

Nossa intenção é DIVULGAR.

Compartilhar informações com pais, parentes, amigos, educadores e profissionais.
Ajudando a sociedade a CONHECER e ENTENDER
o portador do transtorno
Convidamos VOCÊ para no nosso Bate-Papo.
Todos podem somar.

Algum dos temas abordados:

# O QUE É AUTISMO? O QUE É TID ?
# SA - Síndrome de Asperger
# INCLUSÃO SOCIAL E ESCOLAR
# SAÚDE - ALIMENTAÇÃO
# EDUCAÇÃO
# TEACH – ABA – PECS

Apresenta algumas características:

Usa as pessoas como ferramenta?
Dificuldade para estabelecer relacionamento
com colegas?
Indiferente e Arredio?
Preferência por atividades solitárias?
Age como se fosse surdo?


Responsáveis:Wanya Leite - Mãe 8600-5253
wanyaleite@yahoo.com.br
Renata Araújo - Pedagoga 8781-9573
renataaraujoro@gmail.com


Dias e respectivos horários:

MAIO 3 Todo Primeiro
JUNHO 7 sábado de
JULHO 5 Cada Mês
AGOSTO 2 De: 9:00 hs
SETEMBBRO 6 Às 11:00 hs


Local: Colégio Recanto do Fazer
COOEDUCAR: Rua Afrânio Peixoto nº99
Centro - Nova Iguaçu

Nossa história:

Conhecemo-nos através dos vários grupos de discussão na Internet, do quais fazemos parte, onde há uma fonte inesgotável de materiais didáticos, manuais, inclusive do CORDE e do MEC, entrevista com profissionais, vídeos, etc.
Criamos o BATE-PAPO, para que todo esse material
chegue até você.
Não temos a intenção de conceituar nossos encontros
como curso ou algo do gênero.
Pedimos a colaboração de R$5,00 para ajudar nas despesas com os materiais que são distribuídos e para viabilizar um
Projeto de Biblioteca Comunitária, entre outros.

Escolas: enviem seus profissionais!!!

EM BREVE TEREMOS VÁRIAS PALESTRAS
REALIZADAS POR PROFISSIONAIS
AGUARDEM!!!

WORKSHOP SOBRE INCLUSÃO

Trabalhar o construto inclusão hoje é participar da história. Estamos definitivamente mudando de rumo, escolhendo como educadores uma Pedagogia centrada no indivíduo, que compreende as diferenças e se orgulha de poder conviver com elas.

A inclusão, em sua essência, é a promoção do homem, é abertura para que a possamos construir uma escola para todos. Muito ainda temos a fazer, mas sem dúvida, já definimos o caminho e vamos continuar a caminhar.

Programa:
-Panorama histórico da educação especial
-Princípios fundamentais da inclusão escolar no século XXI
-Aspectos legais da inclusão
-...e a escola especial, onde fica?
-Estratégias psicopedagógicas e modelos de intervenção para o professor

Focalizadora: Profa. Maria Elisa Granchi Fonseca
CH: 8 horas
Data: 07 de junho de 2008
Horário: das 8h30 as 18h00
Local: Hotel OTHON - São José dos Campos/SP
Endereço:Rua Lupércio Antonio dos Santos 31

- Investimento
50,00 inscrição individual
40,00 grupo de 5 a 9 participantes
35,00 grupo com 10 participantes ou mais

Realização: NAPE - Núcleo de Arte e Educação

Informações no site www.napesjcampos.com.br


Maria Elisa Fonseca

Autismo no canal GNT


Foi dia 29/04 que a GNT apresentou um programa muito bom sobre autismo.No site da Globo vídeos pode-se ver as entrevistas.Parabéns a GNT por esta iniciativa que venha mais programas como este pois a mídia tem o poder de alcançar e informar.


O programa contou com Monica Accioly (fonoaudióloga), o advogado Nicolau Olivieri pai de um menino autista, a pediatra Georgia Regina tb mãe de uma menina autista e Dalva Tabachi mãe do Ricardo 27 autista.



Parabéns mais uma vez a apresentadora Lorena Calabria e seu assistente Fred Lessa.