07 abril 2008


e-mail recebido:

Caros Amigos e Amigas,

Dando início ao projeto CORDE-DF de visita às entidades para as pessoas com deficiência e conforme acertado na última reunião em 28mar2008, realizada na Câmara dos Deputados\Congresso Nacional, a CORDE-DF esteve em sua primeira visita oficial ao Abrigo dos Excepcionais de Ceilândia (AEC).

Nesta visita a Diretora de Assuntos da Pessoa com Deficiência (DAPD), Francisca Cléa, e parte de sua equipe, esteve conosco.

A Vera que é funcionária do AEC e o Batista que é tesoureiro nos acompanhou na visita, pois o presidente está em viagem.

Neste local estão as pessoas que vivem em separado de suas famílias.

Principalmente porque as famílias não os querem, ou porque as famílias destas pessoas estão em situação de desequilíbrio, sem condição de recebê-los.

É um local muito interessante para se visitar.

Recomendo que grupos se organizem para conhecer o AEC.

Há situações muito difíceis por lá.

É uma realidade muito dura de se ver e viver.

Algumas pessoas saem depressivas de uma visita dessas, mas temos mesmo é que sair dispostos a lutar para melhorar a situação das pessoas que ali estão.

Meus ombros sairam mais pesados.
Minha responsabilidade é ainda maior como coordenador da CORDE-DF.

O Abrigo está com 65 pessoas, em sua capacidade máxima.

O AEC recebe (quando tem lugar vago) pessoas com deficiência múltipla, mental e física juntas.

Farei um relatório da situação da AEC e algumas recomendações para a solução de alguns de seus problemas, além de meu empenho em ajudá-los.

Já conversei com o César Melo, indicado futuro Subsecretário e ele concordou que temos condições de ajudá-los.

Até porque se não tivermos condições de ajudá-los aonde estamos trabalhando, deveríamos pedir para sair.

Fotos em anexo.

Fernando Cotta
Coordenador
CORDE-DF

04 abril 2008

Deputado Federal Augusto Carvalho faz pronunciamento no Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo

O Deputado Federal AUGUSTO CARVALHO (PPS/DF) ocupou a tribuna da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, na sessão de 2 de abril de 2008, para proferir o seguinte discurso:

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Por decisão da Organização das Nações Unidas, a data de hoje, 2 de abril, foi escolhida para que se comemorasse o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo.

Em Brasília, as comemorações serão realizadas numa "Blitz do Autismo" que, como o próprio nome sugere, será realizada num dos mais movimentados postos da Polícia Rodoviária no Distrito Federal. Ali se distribuirão folhetos e serão prestadas informações as mais pertinentes e atualizadas sobre a questão dos autistas e, sobretudo, sobre as formas mais eficientes de lhes fazer ter aquela convivência social o que, aliás, é um direito constitucional de qualquer cidadão.
É uma iniciativa das mais louváveis. Os autistas, como, também, outras crianças com deficiências e, por isso mesmo, carentes de atendimento especial – mas não isolacionista – necessitam, antes de tudo, de compreensão.
O autismo é uma deficiência do desenvolvimento infantil que se manifesta nos três primeiros anos de vida, decorrente de um transtorno neurológico que afeta as funções cerebrais e se manifesta em clara deficiência de interação social, em problemas na comunicação verbal e em padrões de comportamento, interesses e atividades restritos e repetitivos. E hoje, ao que nos dizem as estatísticas, é deficiência que afeta uma em cada quinhentas crianças vindas ao mundo.
O desconhecimento, mais que o desinteresse, tem impedido uma ação não apenas governamental, mas, ainda, das organizações não inseridas no governo, no sentido de gerar políticas e ações sociais capazes de garantir aquela interação social de que carecem os autistas.
Assim, a Blitz do Autismo, e especialmente nesse sentido, é uma ação a ser mais que louvada, incentivada, pois que é desse trabalho voluntário que surgem idéias e soluções capazes de fazer menos grave a questão do autismo, permitindo, com sua compreensão, uma ação mais objetiva e eficiente de todas as forças da sociedade no sentido de buscar comportamentos que, no Governo e na cidadania, se façam de utilidade prática para essas nossas crianças.
É o que me cabe dizer.